Explore as savanas, descubra a Cidade do Cabo, experimente uma hotelaria sofisticada e perca o fôlego com as paisagens surpreendentes

Johannesburgo é chamada de Joburg pelos habitantes da cidade. Outros, ainda mais apaixonados, apelidaram-na de Jozi. Nos últimos anos, a maior e mais rica cidade sul-africana, que surgiu durante a corrida do ouro e cresceu de maneira descontrolada, seguindo os veios do precioso metal, entrou num processo de transformação.

No turismo, os contrastes são outros. De repente, o país, que até 1990 estava fechado para o mundo, passou a receber milhares de turistas. Eles continuam chegando, curiosos em descobrir as atrações contidas no coração das selvas ou das grandes metrópoles. Nas 2, o denominador comum é a mistura de exotismo com sofisticação. Pouquíssimos são os lugares do mundo que oferecem, ao mesmo tempo, a experiência de se embrenhar num safári + mergulhar para alimentar tubarões brancos + participar de uma noite de degustação de vinhos raros e gastronomia requintada + visitar sítios de incrível beleza natural, bem como marcos geográficos do planeta + museus que expõem da arte mais primitiva até a de vanguarda, ou história, da pré, à contemporânea.

Tudo isso você encontra na África do Sul, que tem uma hotelaria exemplar, novíssima, para acomodar todos os tipos de viajantes.

Cidade do Cabo coleciona monumentos naturais e culturais

Localizada no extremo sul do continente africano, a Cidade do Cabo reúne ingredientes para tornar qualquer viagem perfeita. Motivos para conhecê-la não faltam, a começar pelo bolso. A moeda do país é o Rand, que vale aproximadamente R$ 0,23 e faz tudo = hospedagem + alimentação + compras + passeios + serviços, muito mais em conta. O clima é ameno, no verão e no inverno, o que deixa a viagem, em qualquer época do ano, confortável. Em Cape Town, como é também chamada, você encontrará praias belíssimas, reservas e parques nacionais, além de shoppings e comércio de 1ª grandeza.

Como seus excelentes vinhos da África do Sul, Cape Town é um destino, para ser degustado. Comece pelo coração da cidade. Basta uma caminhada pelo Centro para começar a descobrir a história local. Os prédios de arquitetura holandesa ou inglesa, do final do século 19, os mercados muçulmanos e as feiras de artesanato dos povos africanos são prova da formação multirracial.

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Gardens (Foto: Claudia Tonaco)

Do Gardens ao Waterfront

Atravesse os Gardens, nome dado a uma ala de quarteirões onde, no século 17, o comandante holandês Jan van Riebeeck fez uma horta para abastecer os navios da Companhia das Índias Holandesas que contornavam o Cabo da Boa Esperança. Gardens, cujo nome vem de Company Gardens, é hoje uma alameda florida, ladeada de árvores plantadas naquela época. O belo paisagismo e ainda pássaros e esquilos colorem o ambiente cercado de prédios históricos. Estão lá o The Houses of Parliament = o Parlamento + a 1ª sinagoga da Cidade do Cabo + o Jewish Museum = museu judaico + a Biblioteca Nacional = National Library + o South African Museum + o planetário + a Catedral Anglicana de St. George.

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Bo-Kaap (Foto: Claudia Tonaco)

Vá ao bairro muçulmano de Bo-Kaap, para ver de perto a rotina e a cultura dos malaios, indianos e indonésios que chegaram como escravos dos holandeses e, após o fim da escravatura, se estabeleceram em Signal Hill. Estão ali as mesquitas, as casas de arquitetura típica e o Museu Bo-Kaap. Com peças do mobiliário da época, fotos e documentos, o museu conta a história da contribuição da cultura muçulmana à Cidade do Cabo.

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Bo-Kaap (Foto: Claudia Tonaco)

Você vai adorar conhecer o Victoria & Albert Waterfront, um dos mais completos shoppings do mundo. Criado a partir da restauração do antigo píer e do porto decadente, é imperdível para quem curte um roteiro de compras. Lojas de grifes internacionais e locais, artesanato de qualidade, restaurantes étnicos, charmosos cafés, uma dezena de cinemas e outras atrações formam um oásis de consumo e entretenimento.

De Waterfront saem os barcos em direção à Robben Island, outro passeio obrigatório. Foi nessa ilha que o então ativista político Nelson Mandela esteve preso durante 18 dos 27 anos que permaneceu em cativeiro. O tour é emocionante, principalmente porque os visitantes têm como guias ex-presos políticos. Visitar Robben Island é essencial para, mais do que entender, sentir uma das fases da história que ainda permanece viva por toda a África do Sul.

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(Foto: Claudia Tonaco)

No alto da Montanha da Mesa

Cartão-postal emblemático, a Table Mountain faz parte da cadeia de montanhas que circunda a cidade. Ao leste encontra o Devil’s Peak, ou Monte do Diabo, alusão a uma lenda local. À oeste delimita-se com uma formação que lembra uma cabeça de leão, a Lion’s Head.

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(Foto: Claudia Tonaco)

O bondinho que leva ao topo da Montanha da Mesa é um dos passeios mais tradicionais, mas você pode optar por fazer o caminho à pé e se encantar com a variedade de espécies da flora local. A 1.085 m de altura, a visão da cidade é tão bela que fará você desejar ficar ali, muito tempo, apreciando tamanha beleza. O horário mais procurado é o início da manhã ou o fim da tarde, quando uma pequena multidão se reúne para assistir o pôr do sol.

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Camps Bay (Foto: Claudia Tonaco)

A Riviera Sul-Africana

Pela elegância do cenário natural, combinado à arquitetura exclusiva das residências, Camps Bay em nada fica a dever às rivieras europeias. Emoldurando o cenário está a Montanha dos 12 Apóstolos. Ela deixa a paisagem ainda mais imponente. Uma diversão é seguir pelas estradas panorâmicas, parando em pontos estratégicos para fazer fotos.

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Hout Bay (Foto: Claudia Tonaco)

Mais adiante está Hout Bay, com suas marinas e casas de campo, de onde partem os navios rumo à ilha das focas, refúgio de baleias e tubarões brancos. Em meia hora de aventura é possível ter uma ideia da rica vida marinha da região. A partir daí, a beleza do cenário só vai aumentando, atingindo o auge na Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança.

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Cape Point (Foto: Claudia Tonaco)

Cape Point é imperdível

A história do Cabo da Boa Esperança = Cape Point, remete ao Brasil, afinal, após várias tentativas em seguir a rota para as Índias, cujo caminho contorna esse mesmo Cabo, Pedro Álvares Cabral se desviou e acabou chegando à costa brasileira. Uma ida a Cape Point é inesquecível, seja pela carga de história ali agregada ou pela beleza espetacular que se descortina à medida que se avança.

O território natural está praticamente intacto e proporciona um minissafári para o visitante que, dentro dos veículos ou mesmo caminhando, pode observar bem de perto uma grande variedade de animais. Há de macacos babuínos, a uma espécie de zebra encontrada apenas naquela região, assim como avestruzes, antílopes, tartarugas e pássaros marinhos.

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O Cabo da Boa Esperança (Foto: Claudia Tonaco)

A ida até o mirante de Cape Point é memorável, seja pela subida em si, íngreme e que requer certo esforço, seja pela recompensa alcançada ao chegar no alto. É hora de admirar uma coleção de penhascos mergulhando no mais profundo azul oceânico. No balcão do mirante à frente dos visitantes, uma placa informativa com setas apresenta os oceanos Atlântico e Índico, as ilhas mais longínquas, a distância em relação a algumas cidades do mundo e a suposta localização de navios há muito naufragados. De Cape Point siga para ver os pinguins, em Boulder Beach.

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Boulder Beach (Foto: Claudia Tonaco)

Descubra Joburg

Quem diria! Johannesburgo virou Joburg. É assim que os habitantes da cidade a chamam. Outros, mais apaixonados, apelidaram-na de Jozi. Nos últimos anos, a maior e mais rica cidade sul-africana, que surgiu durante a corrida do ouro e cresceu de maneira descontrolada, seguindo os veios do precioso metal, entrou num processo de transformação.

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Soweto (Foto: Claudia Tonaco)

Quem visitou a cidade há 4, 5 anos, precisa voltar para conhecer a nova Johannesburgo, ou melhor, Joburg ou Jozi – você decide como chamar. Eu fico com Joburg. Jozi é fofinha demais para uma metrópole tão grande. Joburg combina muito mais com o estilo cosmopolita e dinâmico, que ganha diversidade a cada dia.

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Museu Casa de Nelson Mandela (Foto: Claudia Tonaco)

Já o legendário Soweto, sigla para South West Town Chip, ganhou dignidade com a construção de casas de tijolos no lugar dos antigos barracões de zinco + saneamento básico + aquecimento solar + ruas asfaltadas. O bairro é hoje uma atração turística, em parte por estar próximo à Soccer City, em parte por abrigar, numa única rua da região, a residência de 2 ganhadores do Prêmio Nobel da Paz = o bispo Desmond Tutu + o eterno presidente Nelson Mandela.

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Mandela Square (Foto: Claudia Tonaco)

E por falar na grande figura da nação, é imprescindível fazer uma visita à Nelson Mandela Square, o centro nevrálgico dos consumidores de plantão. A área está cercada de excelentes shoppings e ótimos restaurantes. Ainda assim, você estará numa cidade grande, que sofre problemas parecidos com os de nossas capitais. Traduzindo, ande com a mesma atenção com que você circula pelas ruas do Brasil.

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Melrose Arch (Foto: Claudia Tonaco)

Na companhia dos leões

O turismo hoje é uma das indústrias que mais cresce na África do Sul e, como consequência, aumenta a cada dia o número de reservas em luxuosos hotéis de selva. O objetivo aqui é tentar ver os Big 5 = leão + leopardo + rinoceronte + elefante + búfalo.

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(Foto: Claudia Tonaco)

Chamados de game lodges, esses hotéis têm infraestrutura sofisticada, se adequando aos modernos padrões ocidentais de conforto, sem jamais perder o charme nativo, responsável por atrair tantos turistas.

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(Foto: Claudia Tonaco)

Como em uma enorme fazenda, o hóspede se vê completamente protegido em seu interior, graças às cercas elétricas que mantém os animais selvagens mais perigosos afastados. Piscina + fitness center + restaurante + bar + coffee shop + loja de souvenir e artesanato estão à disposição no exótico cenário. Entretanto, assim que você atravessar as linhas de proteção, sentirá toda a emoção de entrar em contato direto com o misterioso e real mundo selvagem.

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(Foto: Claudia Tonaco)

As atividades nesses centros de lazer selvagem são intermináveis e variadas. Como opção, você pode escolher fazer um passeio de balão sobrevoando a reserva, experimentar um safári a cavalo ou até mesmo um à moda antiga, à pé, acompanhado de um guia e um rastreador, ambos armados com potentes rifles, usados apenas em casos de extrema necessidade.

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(Foto: Claudia Tonaco)

Dicas para um safári perfeito

Os melhores safáris são = os primeiros da manhã + durante o pôr do sol + o safári noturno. Evite os do meio do dia. Tanto no inverno quanto no verão, não se esqueça de levar um agasalho pesado para se proteger do frio da manhã e do anoitecer.

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(Foto: Claudia Tonaco)

No inverno sul-africano, as temperaturas costumam chegar a 0°C, e os safáris são feitos em carros abertos. Então, nesse período, embarque na aventura munido também de luvas e cachecóis.

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(Foto: Claudia Tonaco)

Se possível leve uma boa câmera fotográfica e potentes teleobjetivas (mais de 200mm). Elas farão toda a diferença na hora de apreciar suas fotos. Lembre-se de levar baterias suplementares.

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(Foto: Claudia Tonaco)

Não se esqueça do filtro solar, do protetor de lábios e do repelente de insetos, pois existem focos de malária no país. Ouça os conselhos dos guias e não se levante dentro dos carros, muito menos coloque os braços para fora do veículo. Assim, os animais não se sentirão ameaçados.

Conte com a sorte, pois tudo depende dela para conseguir ver os Big 5 assim como uma boa quantidade de espécies e animais.

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